Ganhei o Azaghâl e parei na torcida Argentina

Sonhos são coisas bem malucas, conseguem misturar realidade, pessoas que não conhecemos, coisas inimagináveis, quase impossíveis, misturadas na mesma historia. Eu quase nunca sonho, ou pelo menos se sonho não lembro. Mas pode esperar que quando deito pra dormir e meu cérebro começa a juntar informações aleatórias, sempre vem uma coisa bem maluca pela frente. Na noite passada tive um sonho em que misturava vídeo games (é claro, faz parte da minha vida), argentinos, uma mulher desconhecida e o Azaghâl (sim o careca de óculos escuros, barbudo e mal encarado, do famoso site Jovem Nerd).

Antes vamos a uma breve explicação porque sonhamos. Segundo a Wikipédia o sonho é uma experiência que possui significados distintos, pode envolver religião, ciência e cultura. Para a ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Para Freud, os sonhos noturnos são gerados, na busca pela realização de um desejo reprimido (sai pra lá jacaré, que história é essa de desejo? Posso afirmar que esse não é o meu caso).

Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono. Eles perceberam que os bebes ficavam no estado de REM (sigla em inglês para movimentos rápidos dos olhos) e sonham, mas não se sabe com o quê.

Em diversas tradições culturais e religiosas, o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência. O pesquisador James Allan Hobson considerou “os sonhos mero subproduto da atividade cerebral noturna”.

rem_passa_o_controleExistem duas fases do sono. A primeira é o sono de ondas lentas, em que a atividade do cérebro é baixa e, por isso, não se formam filmes em nossa mente, apenas pensamentos mais ou menos normais que passam em uma espécie de tela escura, em imagens.

Já a segunda fase, é considerada de alta atividade, e, é durante a fase do REM que os sonhos ocorrem, pelo menos nos adultos.

Agora que você sabe um pouco mais como os sonhos surgem, vou contar o meu sonho que, diga-se de passagem, é “mega retardado”, no bom sentido da palavra. Aliás retardado deveria ser o nome do meio, pois vira e mexe acontece alguma situação ou coisa retardada na minha vida, mas sigamos em frente. O final esse sonho foi legal, pois acabou se tornando uma aventura que eu não podia deixar passar, e tinha que escrever sobre ela.

bebe_dormindo_2_passa_o_controleTudo começou com o Azaghâl me chamando para jogar um contra de Mortal Kombat com ele. Não me pergunte como ele me chamou, não o conheço pessoalmente, mas como no sonho tudo é possível, poderíamos dizer que deve ter sido telepatia ou algum poder do Ozob (“Bozo” ao contrário, o personagem do Azaghâl no RPG Cyberpunk. Que é um replicante, humano engenhado, albino, especialista em explosivos que possui uma granada vermelha no lugar do nariz.). Ele disse que me espancaria no game e me humilharia para toda a eternidade se tornando ‘O senhor dos Games de luta’.

Em segundos (como acontece em todo sonho), eu estava na casa dele com a minha esposa Nice. Lá encontramos uma montoeira de gente que eu não fazia a mínima ideia quem era, mas estavam lá para o desafio do Mortal Kombat que estava para acontecer.

Lado a lado, começamos a partida. Sinceramente não lembro os personagens que escolhemos, até porque no meu sonho eu estava na perspectiva de terceira pessoa, e me via de costas ou de lado. Então na visão de terceira pessoa, eu apenas me vi jogando contra Azaghâl, e ele batendo com a mão espalmada nos joelhos, xingando quando ouvia “Finish Him”, “Fatality”. No fundo da sala alguns gritavam e o zoavam pela perda, outros me vaiavam por ganhar do cara que é mega famoso.

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Dai ele me vira e fala, “Cara já que tu me ganhou, vai ter Brasil e Argentina no Maracanã, vou te levar comigo como premio por ter me vencido no game”. O jogo para o qual ele me convidara, era a partida final da Copa Toyota de Pro Evolution Soccer do PlayStation 2 (vai entender, é sonho!). Mesmo achando estranha uma partida no Maracanã de vídeo game, na hora topei e me senti feliz, afinal ir no maracanã assistir Brasil e Argentina com o Azaghâl e sua turma é algo que não se faz todo dia, com certeza seria demais. Mas o que eu não sabia é que estava no meio de uma trama “maligna”.

Novamente num piscar de olhos, estávamos na entrada no Maracanã. Uma multidão cantando musicas de provocação, pessoas com a camisa do Brasil e da Argentina desfilavam pelos cantos, gritando “Olê, Olê, Olê, Olêêêêê,…. Olêêêêêêêêêê, Olêêêêêêêêêê”, o clima era de festa total.

De repente olhei para o lado e percebi que tanto Azaghâl, como sua turma, haviam sumido. Ficando somente eu, Nice e uma mulher que eu não fazia a mínima ideia quem era. A mulher não falava e se parecia mais com um personagem de vídeo game. Sabe aqueles personagens que ficam apenas te seguindo e nada fazem? Pois é!

No meio da multidão, me aparece uma torcida organizada de argentinos que na verdade eram personagens da torcida do PES, todos poligonais e quadradões. Aos gritos de “Arrrentinaaa”, me arrastaram junto com eles e me deram uma blusa da Argentina com o numero 10 e meu nome, Beto Costa Fm nas costas, uma homenagem a Dieguito Maradonna. Como não havia escolha, eu, Nice e a mulher muda, embarcamos com a torcida poligonal pro estádio para assistir a partida final da Copa Toyota de PES.

A partida começou e como nos vídeos games os jogadores que também eram poligonais entraram no campo em fila indiana, naquela clássica apresentação do game de futebol. A torcida poligonal balançava os braços para cima e para baixo (único movimento permitido aos personagens), chuvas de papeis voavam pelo estádio, e eu me via (em terceira pessoa) na minha forma real, no meio de pessoas poligonais.

Olhando ao redor avistei na torcida do Brasil, um conjunto de pessoas reais como eu, no meio de personagens poligonais. E lá,  parado estavam Azaghâl e sua turma, do outro lado do estádio com seu clássico óculos preto, braços cruzados, cavanhaque de “brucutu” e um sorriso sarcástico de canto de boca.

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Naquele momento percebi que tinha caído numa cilada do “Senhor da Oceania”. O plano “maligno”, era me deixar preso dentro do vídeo game com a torcida da Argentina, simplesmente por eu ter vencido no Mortal Kombat. Minha cabeça começou a girar e eu não sabia como sair daquela “sinuca de bico”.

Azaghâl “O Anão”, tinha me levado para um jogo de vídeo game, e naquele momento eu estava dentro de uma partida entre amigos, sendo visto por algum jogador em alguma tela, em algum lugar do planeta.

O ‘Start’ pausando o jogo cortou meus pensamentos, o primeiro jogador, estava trocando o tipo de visão de jogo, deixando em ‘Wide View’, enquanto o segundo jogador fazia seu esquema tático para iniciar a partida. E tudo isso eu via acontecendo na minha frente como um segundo espectador da partida que ocorria fora da tela de algum vídeo game, e do outro lado eu via o barbudo careca, com os braços cruzados em sinal de vingança.

A partida inicou e os jogadores começaram a correr desenfreados para um lado e outro, eu podia ouvir o som da Tv com a narração de Silvio Luiz, “Começa a partida e a pelota já tá girando no campo”, “Pelo amor dos meus filhinhos”, “Essa até minha vó fazia…”

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Percebi de imediato o que estava acontecendo, o plano de Azaghâl, não era apenas me transportar para dentro de um jogo de vídeo game. Eu estava preso dentro de um Pro Evolution Soccer Bomba Patch, com narração de Silvio Luiz. Sabe-se lá que tipo de alterações poderiam ter feito naquele game? Eu, Nice e a mulher muda, estaríamos presos eternamente naquele jogo pirata, ouvindo as narrações com áudios gravados da Tv do narrador mais doido de todos os tempos. Era um plano genial eu não posso negar, mas eu precisava sair dali!

Enquanto a partida rolava, eu tentava pensar em alguma forma de sair daquele pesadelo gamer. Avistei Azaghâl e sua turma saindo de fininho da torcida adversária, me deixando preso na torcida da Argentina.

Mas algo inesperado aconteceu. Algo que não estava nos planos do careca barbudo. Os jogadores sumiram e onde era o campo começou a mudar de cor, primeiro ficou verde, depois azul, vermelho e por fim preto. Ouvi um grito de fúria “Droga, deu tilt no jogo”. A torcida digital começou a brigar, apareceram criaturas poligonais do Doom, fogo em 8 bits, cogumelos do Mario Bros e no meio disso tudo vi Master Chief correndo em meio a batalha de torcidas poligonais. Era minha chance e salvação.

O jogo pirata estava travando no PlayStation 2 (coisa que acontecia sempre), aproveitei o erro para sair daquele lugar antes de ficar preso ali pra sempre. Rapidamente peguei Nice e a mulher muda pelo braço e saímos correndo em meio a multidão que continuava a batalha com mais personagens de vídeo game aparecendo no ‘tilt’ do jogo.

Conseguimos sair do estádio e entramos no metrô que estava na saída do estádio. Embarcamos no vagão que de imediato saiu, e, em alguns segundos ouvimos “Próxima parada Brasília, desembarque pelo lado direito”. – Ei peraí? Eu estava no Maracanã, em pleno Rio de Janeiro, e em poucos segundos o sai em Brasília? – algo estava errado. Mas não estava, fazia parte do plano de Azaghâl pra me derrotar para sempre.

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Saímos correndo da estação Brasília, e comecei a usar meu ‘instinto gamer’ para sair daquele pesadelo. Pensei “Todo jogo que foi modificado, tem um cheat code, bug, ou algum erro de código”. Neste pensamento entramos em uma birosca que tinha na esquina e avistei um arcade (ou fliperama como alguns chamam). Tentei colocar uma ficha, mas a máquina estava travada. Percebendo algo diferente naquela máquina, vi que era um item destacado do cenário da birosca, eu ainda estava dentro de um jogo. Chamei Nice e a mulher muda para me ajudar e juntos empurramos a máquina com os ombros no melhor estilo Residente Evil. Ouvi um som do jogo Zelda quando um item é descoberto e um Warp Zone escondido atrás do arcade velho foi revelado, era a saída daquele lugar.

Sem pensar duas vezes entramos no portal da parede e sai em casa, mas a mulher muda não estava mais lá, provavelmente tinha voltado para o lugar de onde vinha. Com medo de ainda estar no sonho, liguei meu computador e acessei o YouTube, logo de cara vi Azaghâl, fazendo um NerdPlayer de PES, só que os jogadores eram personagens de Mortal Kombat. Ele olhou para a tela do computador, sorriu e puxou um telefone, discou um numero, colocou o aparelho no ouvido esperando a ligação completar.

Acordei com meu celular tocando, mas não era o Azaghâl, era o despertador me avisando que estava na hora de ir para o mundo real, era hora de pegar o ônibus, encarar duas horas de transito e ir trabalhar.

Em algumas culturas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência, espero que esse sonho seja simplesmente uma premonição de um dia eu poder jogar contra o Azaghâl, mas desta vez o deixarei ganhar.


  • nice

    Kkkkkkkk
    Adorei o sonho !
    Bem vc mesmo Beto,com seus sonhos totalmente loucos!
    Amei

    • Não espalha isso que o povo vai ficar sabendo que não sou normal rsrsrsrs

      Te amo meu chuchu!

  • É, vai ter de parar com as dorgas. hehehe. Muito louco isso.

    • Rapaz parece que foi um sonho doido, mas na hora foi desesperador. Se imagine no meio de uma torcida virtual com polígonos pegando fogo virtual e o Azaghâl com aquela cara mal encarada rindo de você.

      Dureza rsrsrsrsrs

      Abraço meu fiiiii

  • Doug

    Cara, que sonho hein! hahahahah sonhar com Azaghal jogando Mortal Kombat? uahauhahu

    • Rapaz,eu particularmente não entendi esse sonho. Mas também o que se tem pra entender num sonho em que se pega um metrô bo RJ e em segundos esta em DF?

      Esse deve ser o trem bala que prometeram. Hahahaha

  • Beto… Tá chupando dorgas? o.O

  • michel silva

    que sonho costinha, namoral matéria muito bem escrita…. tenho orgulho de ser seu amigo……………..

    • Valeu meu amigo. É como disse, quase nunca sonho, pelo menos não me lembro. Mas quando sonho com algo e me lembro, sempre vem shit pelo caminho rsrsrss.

      Obrigado mesmo pelo elogio cara, e fico feliz em ter amizades como a sua.

      Grande abraço meu veiiii

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