Retro Controle – Final Fight (A história do Game)

Lembra de quando os arcades eram em botecos sujos, com cinzeiro colado perto da tela e a gente tinha que ficar varias horas aguardando a vez de jogar porque sempre tinha um garoto maior ou mais forte que passava na nossa frente? Pois essa foi a melhor época da minha vida! Ser um nerd magricela que adorava video games e conseguia ver naquele personagens da tela toda a arte e a magia que só os jogos eletrônicos podem nos proporcionar nos anos 80 era difícil, mas era extremamente maravilhoso. Principalmente quando nos deparávamos com Final Fight.

A moça é raptada pelo vilão, e os mocinhos tem que salva-la usando somente os punhos e a honra. Parece um tanto clichê hoje em dia, mas esse era o universo que povoava as nossas mentes e nos tranportava para dentro daquela tela mágica do jogo. Foi nesse hype que surgiu Final Fight.

A primeira vez que vi esse Arcade posso dizer que foi mágico. Se ouvia de longe os gritos de Cody, Guy e Haggar espancando os adversários que vinham pra cima. Voadoras e giratórias era parte constante do jogo que mesmo se eu não tivesse grana pra jogar (naquela época era difícil), eu ficava no chamado Fliperama pra poder ver os outros jogarem. E olha que esse game era extremamente difícil , e poucos conseguiam terminá-lo. Quando acontecia víamos o jogador como uma espécie de deus dos games que podia tudo.

Nesse clima de nostalgia pura que resolvi jogar esse game novamente, e posso dizer que é maravilhosa essa sensação de poder voltar no tempo com um jogo. Essa é a magia dos Video Games, isso é Retro Controle.

História do Game

Considerado por muitos o melhor jogo de beat’n up, ou mais conhecido como “briga de rua”, Final Fight é até hoje um dos games clássicos que não conseguiram ser superados tanto por suas sequências (fracas por sinal) nem por outros jogos do mesmo gênero.

Lançado pela Capcom em Dezembro de 1989, Final Fight conseguiu reunir em 6 fases, uma essência bem “anos 80” de cultura e moda. A trilha sonora do jogo é recheada de boas musicas e que quem gosta do jogo, não as esquece.

A História de Final Fight tem início quando Jessica, a filha de Haggar, prefeito de Metro City, é raptada pela gangue Mad Gear que vem tomando conta da cidade através de uma onda de violência e vandalismo.

A intenção da gangue é fazer com que o prefeito abra espaço na cidade e não interfira nos negócios da Mad Gear.

final-fight-01Haggar, ex-campeão de luta-livre, se vê na obrigação de resolver esses dois problemas e para isso conta com a ajuda de Cody (namorado de Jessica) e Guy seu amigo e praticante da arte marcial “ninjitsu”.

Os três então decidem resolver tudo por conta própria, na base de muita, mas muita porrada!

Final Fight é um jogo cuja dificuldade é encontrada no início, porem depois de algumas fichas gastas, você logo se acostuma com o padrão de jogo chegando a decorar onde e quais inimigos encontrará pelo caminho além dos itens.

Mesmo assim, os chefes ao final de cada fase proporcionam certo desafio e se você não “engatar o esquema certo” para derrotar cada um deles, pode enfrentar problemas.

Os heróis…

Guy

Um ágil e lutador do estilo ninjitsu que tem como ponto forte a rapidez e a facilidade em pular apoiado de paredes e objetos como cabines telefônicas. Não consegue segurar facas apenas as atira nos inimigos. Possui longa sequência de golpes, contudo a mais fraca entre os três personagens.

Cody

Um lutador típico das ruas, com sua calça jeans e tênis batido, o estilo “porrada à vontade” fala mais alto nesse personagem. Cody é o mais equilibrado dos selecionáveis (não tão rápido quando Guy e nem tão forte como Haggar) e é o único que consegue segurar uma faca e utilizá-la nos inimigos sem soltá-la. É provavelmente o preferido da maioria que gosta do jogo.

Haggar

O pai de Jessica e prefeito da tumultuada cidade é o mais lento e o mais forte dos três. Tem mais agilidade pra utilizar espadas e canos de ferro, mas não segura facas como Cody. Possui um golpe a mais que os outros dois, conhecido como “pilão” onde o adversário é colocado de cabeça para baixo e literalmente esmagado por Haggar que pulando, senta sobre o mesmo ao cair no chão. Golpe esse, que tira muita energia dos adversários.

Os três possuem basicamente os mesmos tipos de golpes, socos, voadora que derruba o inimigo no chão, voadora leve apenas para logo em seguida agarrar, arremessar o inimigo, joelhada (quando agarrado) e no caso de Haggar, cabeçadas. Como dito acima apenas Haggar tem um golpe a mais, o “pilão”. Para executar o “pilão” agarre o inimigo, pressione o botão de pulo e logo em seguida o de soco.

Cada um possui um golpe especial giratório próprio para escapar de situações como muitos inimigos juntos ou quebrar vários barris ao mesmo tempo. Ao executar esse golpe giratório, uma fração da sua energia diminui quando o mesmo é bem sucedido.

Os chefes…

Damnd, Sodom, Edi. E, Rolento, Abigail e Belger.

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Curiosidades

O inimigo Andore (Andore Jr. Andore G. e Andore F.) foi criado baseado no ex-lutador e campeão da WWF Andre “o Gigante” sendo que “Andore” nada mais é que a pronuncia do nome Andre em japonês.

No jogo, vários inimigos fazem alusões a bandas ou integrantes de bandas famosas. Slash e Axl (Guns’n Roses), Poison e Roxy, Abigail (disco do King Diamond cuja maquiagem em ambos é similar)

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O inimigo Two P. tanto em aparência como em nome é similar a um personagem do jogo Forgotten Worlds e não passava de uma indicação de ser apenas o Segundo Jogador ou Player Two.

Os chefes Damnd e Sodom, tiveram seus nomes alterados na versão americana do Sega CD e Super Nintendo para Thrasher e Katana respectivamente.

O jogo deveria se chamar Street Fighter’89 em uma suposta sequência do primeiro Street Fighter de 1987. Prestes a ser lançado, a Capcom mudou o nome para Final Fight já que era muito diferente do estilo do jogo Street Fighter.

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De todo modo, em Street Fighter Zero (1995), Guy e Sodom entraram para o time dos Street Fighters e abriram espaço para que Rolento aparecesse em Street Fighter Zero 2 (1996), Cody (como presidiário fugitivo) em Street Fighter Zero 3 (1998) e Maki (de Final Fight 2) em Capcom vs. SNK 2 (2001).

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Você sabia?

Haggar não aparece em nenhuma versão de Street Fighter, apenas em Saturday Night Slam Masters, um jogo de luta-livre produzido pela Capcom de 1993.

Termine o Arcade sem continue…

Na versão Arcade, caso o jogador termine a partida sem efetuar continue, após exibir o desfecho do jogo, posteriormente aparecerá o aviso: Eu sou POM, e em seguida aparecerá as fotos e nomes dos programadores do jogo. Fato este, que também ocorre no jogo Street Fighter 2, onde chegando ao final do jogo sem perder uma das duas lutas com cada oponente, também exibe as fotos e nome dos programadores.

Em Street Fighter 3 e em SNK vs. Capcom – Chaos, um dos “Andore” esteve presente no corpo do lutador Hugo.

Mesmo inferior no quesito gráfico em relação ao Arcade, a versão de Sega CD trouxe 3 fases de Time Trial exclusivas e abertura e final com narração ao invés de legendas. A Abertura inclusive é melhor que a versão original.

Além disso no Sega CD todas as musicas são tocadas por bandas no melhor estilo rock’n roll. Destaque para a música da fase “Bay Area”.

Nessa mesma versão a Jessica que aparece na televisão na abertura do jogo, está de vestido, enquanto na original aparece de sutiã.

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Existem versões piratas de Final Fight nos Arcades onde, um terceiro botão fora inserido com a função de soltar seu personagem ao ser agarrado por um inimigo como o Andore.

Na imagem ao lado, versões da Poison para o Sega CD, Arcade e SNES respectivamente.

Poison (e Roxy) sofreram com a censura na versão americana do Sega CD e foram “transformadas” em homens (será?) para a versão do Super Nintendo (que é péssima por sinal).

Final Fight Revenge é uma versão aos moldes de Street Fighter EX que saiu para Arcades e Sega Saturn em 1999.

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Não foi muito divulgado nem é conhecido por todos por não ter feito o mesmo sucesso que o original uma vez que fora produzida no final da vida do Sega Saturn e obrigava o jogador a ter um cartucho de expansão de memória. Trazia personagens como Poison, Rolento, El gado entre outros.

Final Fight teve versões para: Arcade, Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, Sega CD, ZX Spectrum, Super NES, Sharp X68000. O Game Boy Advance recebeu um belo remake chamado Final Fight ONE. PlayStation Portable (PSP), PlayStation 2, XBOX receberam a versão Arcade em coletâneas da Capcom.

O Wii recebeu a mesma versão em sua biblioteca digital Virtual Console. O Jogo também existe em uma versão simples, mas jogável para celulares no formato Java. E recentemente XBox360 e PlayStation 3 receberam uma versão em formato digital HD chamada Final Fight Double Impact sem nenhuma novidade a não ser nova renderização dos gráficos para televisões de alta definição e jogatina online.

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Versão para Super Nintendo

No Super Nintendo, a Capcom fez um verdadeiro “massacre” com o jogo. Além da censura, retirou do jogo a fase Industrial Area (ou da fabrica como é conhecida) e assim eliminou o chefe Rolento. Não é possível jogar com dois jogadores, e a primeira versão trouxe apenas o Cody e Haggar.

Posteriormente a Capcom lançou uma versão chamada Final Fight Guy que nada trouxe de mudanças além da troca de Cody por Guy entre os selecionáveis.

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Versão do Nintendo – Mighty Final Fight

O NES/Famicom recebeu uma versão com o nome acima, cujo os personagens foram desenhados no formato anime com características deformadas e infantis.

O Jogo no entanto, é divertido, desafiante e um pouco raro.

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 Gameplay

Vamos parar de mais delongas e ir para o que interessa, o gameplay. Abaixo você acompanha toda a saga de Final Fight.

Não esqueça de deixar seu comentário no post.

Boa diversão.

 
Fonte: Old Schol Wikipedia

  • tem o final fight streetwise que eu curti bastante também curti muito o blog

    • Final Fight Streerwise eu lembro Olavo Lima e na minha opinião foi um chute pra fora. Tentaram resgatar a franquia e mataram. Eu tenho esse game aqui. Mas faz parte da história desse maravilhoso game. Ja que você curte um bom Beat em Up, ouve o Passa o Controle #16 – É briga de rua ou Beat em Up, você vai curtir.

      Obrigado por curtir o blog. E continue conosco.

      Grande abraço meu fiiiii

Passa o Controle